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50 anos patinho feio

Poli-USP celebra os 50 anos do “Patinho Feio”: o primeiro computador brasileiro

Conselheiro e professor da Fundação Vanzolini, prof. Marcelo Pessôa, foi um dos homenageados no evento de comemoração

Grupo de professores e estudantes responsáveis pela construção do computador Patinho Feio, em 1972, foi homenageado no evento que comemorou o 50º aniversário do projeto, no dia 22 de setembro de 2022, na Escola Politécnica da USP.

Desenvolvido pelo Laboratório de Sistemas Digitais do Departamento de Engenharia Elétrica, o Patinho Feio foi o primeiro computador feito no país. “Há controvérsias”, brinca o prof. Marcelo Schneck de Paula Pessôa. “Outras iniciativas já estavam em curso naquela época, como o projeto do ITA, apelidado de Zezinho”, complementa.

Hoje membro do Conselho Curador da Fundação Vanzolini e livre docente do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP, o professor Marcelo Pessôa coordena o grupo de pesquisas denominado Conecticidade que visa a aplicação de tecnologias em cidades inteligentes para oferecer melhor qualidade de vida ao cidadão. Foi um dos homenageados no evento de comemoração pois, naquela época, era um dos estagiários do projeto e se lembra com muito entusiasmo da construção do primeiro computador desenvolvido pela Poli. “Foi um projeto visionário! Houve muitos aprendizados com os erros e acertos que tivemos durante a construção do Patinho Feio”.

O Patinho Feio abriu caminho para o desenvolvimento de outro computador, o G-10, que mais tarde se tornaria o ponto de partida para o primeiro computador comercial brasileiro, o Cobra 530, fabricado pela Cobra Computadores. “Essa iniciativa dos estudantes do curso de engenharia desencadeou uma série de projetos inovadores e gerou grandes empresas de tecnologia. Esse foi seu grande legado”, afirma Pessôa.

 

Por que “Patinho Feio”?

O divertido nome conferido ao computador sempre gerou curiosidade.

O professor conta que, na mesma época, havia um projeto rival nomeado “Cisne Branco”, na UNICAMP, em referência ao hino da Marinha do Brasil. O grupo de estudantes da Poli, em resposta, determinou: “O nosso então vai se chamar Patinho Feio e vai funcionar antes! ” O apelido carinhoso fez sucesso e logo foi adotado por todos.

 

Legado do projeto

Além de gerar o desenvolvimento de uma sequência de novos protótipos de computadores, a partir da construção do Patinho Feio também surgiram inúmeras dissertações de mestrado e teses de doutorado voltadas para novas tecnologias nacionais. E ainda, uma nova e importante graduação foi criada na Escola Politécnica: o curso de Engenharia da Computação, um dos cursos mais concorridos até hoje.

“O conhecimento gerado a partir dessas iniciativas foi utilizado em novas empresas que nasceram na época, pela iniciativa dos formandos do curso de engenharia, isso transformou uma geração, transformou o conhecimento em riqueza para o país”, conclui orgulhosamente o professor da Fundação Vanzolini.

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